•
'
D
~ O II.
-
Ja Pl ' . J1t ) g a s ino c a} ZO IH'S !' e m nclado e n Jas rod i llas con
1
·. r et a zos de Jif<: rentes colo r es, i que su calzado es té
Co11 / . lllll ll Cl'O t l'llliU a
e peri ód i ·o qn / . r1 ' a q ttllltt. 11 n o d a a u je J os.
])er o ¡ ai ! n o es ~ i emp r e culpa ele Jos 1 oetas si
n o se ati n e n a es ta p r eocu p a c io n ideal ; pu s
t an1 bie n t ienf!n, corno todos e n esta -vida sus
c u e nt citd que arreglar de cu a ndo Pn cuando
e >n la vil pro" a de ]a Yida 1 cal. E ·to es, por df~.g
r ac in , d e n1 a~i ado c ier t o , cle tn as i( do claro i evitl
n te .
La '':Biblioteca.''
H 1n os 11 e o- a do e o n f . 1 i e id a d a 1 fin el e 1 a q u i ~ t a
s e rie de nu e. tro p rió d ic o , ~ d ec ir, a l a ú lt in1a p á j
ina. de :su ""eg und o t o rn o . o n f elic i d d ? l, sí,
'""' Í con fe li c idad . Ife aquí p o r q u é: e l n (un e r o de
nu e'"" tro . . oscrit o r e . e ha aunt e nta<.lo tan co n ·i u erahl
e tn e nt , qu e cree1nos qu e l o- ga t o..., eJ e l a B iblioteca,
a í lo ... p\lrant e nt e tip og r c fi cos co rn o l o.
de colab o racion, alce nzarán a. cubrir . d e hoi en
ad lante. l1 or lo tocan t e al tn é rit o in t r{n 1 co d e
ella , no toca a no . otros hab lar d e él.. uanlo p o d
e 'nos d e e i :r e "" llll e e~ la n 1 os e o n te n l í .. i n 1 o :s e o n
toda la ~ produ <:( ci on e s, n v e rso o pro .. a , qu e
l1 n1 o p u b 1 i e a d o en 1 o ú 1 ti rn o e i n e o r n e es .
ue nu e tro c ont e nt o no ~ ca u ... ado p oy Ja
pre:suncion, no l o pru e b a n1a:s qu e t oJ o la a ' e ptacion
cr cÍt'nt t! que ci e dia en clia s e va g ntnj e ando
la Biólif'teca entre Ja jP nl E• ilu tra d a i s'-' n. ata
l e t o d o. 1 o p a r t i d o . e n n u e s t ro p a i ~ . ;\. d ~ 1 n as ,
e n \ Ten e z uela, Ecuador, P e rti i Chil e , h e n1 0~ l ug
r a do '"'o ' t ¿ n e r n1 u eh a ... sus e r i e i o n e ... ~ in q u e p a r a
ello h e yan1o he ho tna. e fu rzo ni rna "' r eco Jnendacio
n q ue r e tn itir ral peri ód i c o puntualrn e n tc .
r T,) h a i d uda qne v a rno bi :l n ! l) e ro no · e~ t o
todo . r o e . ta ano:s aún sati:sfe chos. I I { i un a co~ a
ue no· t ie n e cr u e hn e n t ~ at or1n e ntadl> : nu "" t ro'
~ olaborado r ~s n o e tán debida 1n e nte r e rnun e ra dos,
es preci so qu e lo est é n. B ajo est e punto to d o dep
e nde de l o . .;; s u s~ritore ·. Peto dirán :st o~ ¿ co n
qué ol.Jeto p no-ar a los co Jaboraaore d un p e r
iódico? N o s o n los escritore s lo qu e 111 :1 g an a n
con sus e""erito , aunqu e no r e c;ihn.tl un o c h avo
p o r ello t - Córno a í ?-La gl o rin, la g lo ria ! T o
e~tá n t oJos lo a u tores d e corn c dias, l os e sc ritore ..
en po l í t ica , 1 os poetas en j Pl1 <-! ral, ·i tn e r e e en est e
no n bre, n o e~tán n1a que bi e n pa g a d \): co11 lo ,
a p 1 a u . o <.1 e 1 o e o n t e m p ( r á n e o ... ? 1 ~~ 11 , .. d e b P n
t r al,ajar por 1 a rn o r d e la gloria ·o larn e nte , por
e l d e 1 a g 1 o r i a de J a na e ion , por el de 1 a he r rr1 os a
len g ua d e C a till a .
L-fai ci e rtarn t .. nte p e r so na s tn tn se ri as, q u e
s e afa n a n rn u e h o p o r e u i d a r i a u m e n b1 r s u fo r t una
, i qu e sos ti ene n si n e m bargo co n u tna gravc <.
lad e ta t é is d .. l a tno r e ~ ces i vo a l a g lor i a.
El p oet a n o d e b e o c u pa r se de un v il lucr o, i p o r
p oco que s e l e pag ue, los ap la u os de l os con t e rnp
o r á n eos, l a g l o ri a J e la pat ri a i e l h o n roso recuerd
o de la p os ter iuad , l u i n ll e rn n izan an1 pi i a n1 e n t e
d e sus a g radabl e s tar eas. 1 ~1 no d ebe t rabaja r sin o
p o r la glo ri a , no a] rn orzar s i n o un r ayo d e sol,
no come r sin o un s u s pir o d e la b ri a. i ratn o n e ar
a lo rnas un g a j o d e fl o r es ; n o d o rt n ir s in o d ebajo
d e un ár b ol i hac e r s e so plar a l a cát·cPl una
v e z qu e o tra con1o vago p o r la p o li cía d e l 1 ~ .. t ado.
La di v- ni da u d e l e scrito r asi l o ex1je . La d ig nidad
d~ las l e tras e xije que un esc ritor es t é si e nlpre
atrasado en el pago de la casa ; qu e no s e p o n-
1 e aqui p o r qu ', runabl es s u sc ri toras, n os atornlen
ta la esc a a r e m u n e rac io n o n qu e apé na. no
e: p o. i ble r econ1pe n ar l os trabajos de nuestros
col a bo rad o r e , a g uiene sin duda deben1os todo
el cr éd i to de gu e goza la Biblioteca. P ro sto
no qdi er~ d eci r q ue, etlo"' "' lén atenido únicatn
e n t e a 1 o q u e g a n a n e o trl o l i te r a t o~, q u e, ' n e le
e n o , h a ri a t i P 1 n p os q u e e ( aba n pi di en el o l i 111 o ·n
a, o e n la ca.., a de r efuj i o . 'f odos lo q u P~ cribe
n e n e:--te p a i f c ne n q u e abraza r otra profes ion
que 1 d é p a r a co ru e t· . 1 e to <:·s , e n nuestro con ce
pto , lo p eo r d e l c n ... o ; pu es n o pueden l<~uicar
a ~. r i bi r .! in o n 1u i con t ados i n ta n te~, con lo cnal
~ í e l á e i e r ta 111 en le e o 1 n p r o tn e ti u a 1 a d i g n id a d de
l a .. l etra .
}~a , p u es , ...,eiíor i tas, se~ui< l faYoreciendo nu estra
p u bl icac io n , i ob r a r ei~ un tnilagro: hacer de
las letra s una p l'ofe~ i o n hon r o. a e n nuc·. tro pais.
}-i ,~n cuan to a no ot r o~ , lo que os pod n1os det ir
es q u e tu ié ntr as n Hl ) or se a <)l fa vo r que nos Ji -
p .a n se i , tanto m n. ·ore se r á n n uestros sfuc r zos
para n 1e recc r e s e favor .
La ruana.
A rt í culo esc1ito por n1Í i d .. dicado a tni tnistno.
La i rn aj i n a e i o n d e 1 h o rn b r e, i n fi e l e o tn p a Íl era.
d e l p Pn sarn i e n to , n o~· ll anHl áci a l o-.r esco ll os con
· n pin t ura tnáj i c a s i sed u c t o ra s artno nías , co n1 0
C ar1bdi .. . De aq u í l as ilu s i on~s e.--as ou r ns s e lectas
d e fant as tn ago r'ín, que prin c ipi an por engalan
n r una i de a , i acab an p o r h ace r nos cree r en pab
c ios en canta d o . ~r e'"' ti go y o, q ue d e oír i Y<:r
llar na r e n 1 as i n1 p ren t a i <~ ti l os p e r i ó J i e os a un a
p e rsona c on d os n o tnbres di s tint os, h e a c ab ado por
creer sien1pr e qu e son do . A í es CtUC Celta es un o
e n n1i c o n c epto, i J o .. é Cai ccd o I~ . e s o tro. l)ero
lo ruas r a ro e. , que hasta ) o rrti s 1n o, d e~de que
t e n D íaz, qu e s n\ i fals o n o tn brc d e i n 1 pren t a, i
Ji..,uj e nio Dia7: Cas tro, que e tni u o tnb r c n l a escribanías
i actos 1 rr a 1 :l s ; i e s t al Ja fu erza de l as o . .
ilus io n e s, qu e ha ta COIPV P r s o ya c o n rn1 perso nt -
fi ~ a e i o n s e u d ó n i n1 a. o n e t e ant e e e d n te no es t
r a i1 a r <Í n 1 n i s 1 e e toras
e do ruana , i esper!' la gr' iOZ que lo
llama a tornar et chocplate ; momen ti de d 1 e
indecision, que solo a la rnaaa o debido P ••
liora, cuarUio el b co pi a el apbr "itriica-do
que suena t1eLaj de u e ca ~ i e no 1
baei ene ~{d(j, el a e ~on da l flD--:"1"'-
cuán gra o e lfe a t a iba
- .... !OOt"\ u ti 1tla rü&na •
éctó a acrente, ai' muchas co & que dt!c
sobr-~ J ruana ; pero ería all sar dtJ 1 Mondad
(Je u tea referirla . Ojala qtie o no ha a enfa
·ftG ·ao t ii con e de
n e antb
-.· .. -rrtíc o, q_ ._
tetrgo er4nz r-~·~, ......
""'' r10 ......... P ;ft.-- · t ocio r.:w~~'
•
Digitalizado por la Biblioteca Luis Ángel Arango del Banco de la República, Colombia.
-I o te corn prendo, ,árl o s.
i hubieras t:' guido 1 a historia de 1 e o n, e re i o
de Ja alle Real por algunos año. ,c otno lo he hec_
ho y·~, c o rnpr nd e t·ias qu e no ha i in o u no ... poco
l'JCO.s totr~d .u c tore que irve n d e ~e pulturero ;
que lo · , Jnp~olus o cornet'ciante · en p e queño . on
J <~ s e aJa\' P re ; que 1 as f ul as, tn a u a p o 11 a n e i t e rc•
.opelos "' OU Ja mortaja, i que las ti e ntla s on la
boveua , de don d e on e · hutnado · cuaudo lo~
gusano~ lo han de "p oj ( do ha ta d e l últitno p dazo
<.le carne. I i hubi e ras puesto cuidado 'O el
carnbio de p e rsonal, que rne dice;- has notaJo,
sabrias que no , on in o ex bu rnac iones d <:. ca u á veres
conten1porán e o ; ob .. e rvacion que tne hac e
ere e r q u e ha i u n t é r rn i no fi j o i e o no e i el o par a la
di ecacion del cadáver rnercacltijle. I en fin, para
conte.star.te a todo, te diré que ese va ·to i < .. spacio
o pasaje de que me hablas, tne da la idea de
una herrno .... a. tuznba de fan1ilia.
-Pero si todo e .. o fuera cierto y·a no habria ni
sepultureros, porque al fin habrían tenido que enterrars~
ellos rni:sn1os.
llá iba ~yo precisamente; pero ántes de concluir
111e pertnilirás qne te haga una rese ña histórica.
En año atra i cuando olo a Boo-otá venian o
n1ercancía directan1ente del e "ttanj e ro, podja
157
si e 111 b r a rn a p o r (l u e n o ha i q u i en e o u~ u m a ; que
la . f a rnpre ~ a daria ocupaci on a la j e nte pobre, que
v e ndria de totlas parles i qu e aumentaria el nútnero
de ' cons urni d ore de r o pa i d e vív e r e ; que
e l e o rn e r e i o, e o n 1 o s e a pi t n 1 s qu e se l e r ti raba n,
qu e claria equilibrad o 1 i ' n fin,qu e c o n e te camino
rcalizarian e l bnllante porv e nir que m e r e ce esta
ciudaJ, qu e tanto qu i eren i qu e e tán n1a taudo por
indol t-- n c ia o por rniedo .
- ' fodo e .. o e m ui al ucinatlor, i po é tico, si se
qui e r , p t- ro no r e alizable. 1\:lucha v e ces se han
h e cho los cálculo sobre lo que co. laria un cami
no carretero al '!agua le na que asciende a millon
e s, i las cargas qne pasan por é l no alcanzarían,
con un p e aj e subido, a dar el cuarto por
ciento anual del capital invertido.
-Es porque e os cálculos han tenido por base
las cargas que pasan hoi i no las que pasarian entóncrs;
porque no han calcula<.lo que entónces se
e~plotarian las minas ae todo j é nero que hoi se
descuidan por falta de facilidad para e portar sus
protluclos; que los trapich e s producirian miel
para fabricar el aguarui e nte en tal cantitlad, que
pudiera saciar a los sedientos habitant e s del 1\iagdalena.
Pero si hubiera de e .: ponerte aquí todas
las ventajas flUe esto produciria, i que sumarian
muchas pájinas de mi obra, no acabaria tan pronto;
i adernas temo perder tu suscricion si te hago
sabedor de todo su contenido. Adios, Antonio.
-Adios, Cárlos, apúnlatne en dos ejemplares.
Una mujer del pueblo.
fá ·ilrnente so ten e r~e e ta cla e de cornercio (que
de paso~ ea dicho, no tenia las colo ales clirll e nsione
.... de hoi) porque los provincianos venian
forzo:samente a .. urtirse , el qu s e inquiete
ciedad. poco del valot· <.le su tesoro i que crea tontan1en te
E -- a n1 u eh a eh a e< nl p e s in a p odia ha h e r h e eh o al di a siguiente de 1 as nupcias, que ya nada tiene
la felicidad de un obrero di ' tinguido, i ]a hi j a d e que sabe r. De ahí vi e nen las latnentable tentaties~
nlatrin1onio afinada :ya i c ultivada de anten1a- vas que un s e r fi e l en su oríjen7 hace para hallar
no, podrá ser e po ·a digna de un liter~to i tnui ca- e n otra parte una alrna que e info ranc rnejor de
paz de comprend e rlo i e ~ timarlo. la suya, la pPn e tre ma i encuentre mas dicha en
l este e tado de co a· ¿durará perdurahl e m e n- u poce ' ion. ernejantes t ntativas son in e tnbar-te?
o, las cla e s co1no las razas van refundi é n- go infructuosa , porque, a · í el atnante como el
do e poco a poco, i dentro de breve t é rmino la 1narido, tocan apenas la copa con los labio , sin
antiguas vallas caerán al in1pulso u el on1ni pote nte cotnprend )r nunca que lo mejor e ... tá en el fondo.
mediador, soberano en igualdad: el A:\IOR. El h o rnbre desea i la muj e r atna. Aquel quie-re
gozar i p e rpetuar ·e, i ha inventado centenares
LA 1\I U JER Q U IERE UN A~IOR FIJO I PROFUNDO. de relijione i de lejisfacione '" p o figátnicn, ; porEl
gran debate contradictorio, ]as reñida ba- que lo que busca e~ primer lugar s el placer, i
tallas que se han librado e n e .. tos último ti e 1n pos < de ... pues la perp e tu.1~ad de su notn bre en ~na faen
no1nbre de la n1ujer, la ocupan tn e diocretnente. 1,nt~Ja nuntero '"'.a; 1n1entras que la pobre tnuJer a lo
La teorías relativas a la uperioridad del hon1bre t1~1e0 que a ptra es a arnar, a pel'tenecer, a reno
de la mujer, son euteratnente secundarias. Don- dJrse.
dequiera que la muj e r es refl e xiva, prud e nte i < ¡Cuán grande es en ella el amor i cuán enétjica
cle · pierta, ella es la sobPrana que di pone a su ) su re istencia por la impureza poligátnica que ~ e le
antojo de la casa, de los n e gocio , del dinero: po- ~ irnpone con1o deber! En el 1\'Iabahbharat inuio,
co le importa obedecer, pues que ella sabe tnui ~ ella pide que se la deje arnar a uno olo~ i po•· este
bien que 1niéntras mas obedezca mas segura esta- Jelito es ca tigada i n1urre. En el Zend-Ave ta
rá de gober.na¡:. per a, forzada por lo~ 1nago a declarar la íntin1a
I al cabo ¿ qué desea la n1 ujer, e u ál es su se e re- a piracion de las mujeres, ella pide un ve lo, lo
to pensarn ien to, ese pen .. atnien to in ti n tivo i con- bPsa i <.1 ice : " Ser an1ada de u tnaritlo: er so befuso
que ella sigue, in dar -- e cuenta de él,en todu rana d e su ca a! " E ~ ta respue ta sublitne es milo
Jugares i en todos los tiempos, i que esplica rada con1o un crírnen i ca tigada de muerte. Pero
perfe ctamente sus apar e nt e s contradiccione :su no itnporta, su alma vuela al ciclo esclamando:
cordura i us estravíos, su fidelidad i u incons- "soi pura.'' ·
tancia? ¿ Quiere er an1ada ? ' in duda, per(' e ta
palabra tan Jata no esplica el fondo del fondo.
¿ Quiere el placer fí ·ico? í, pero mediocre tn e nte,
pues en .. u calidad de enfertna, es sensible,
abstinente i mas tierna i mas pura que nosotros.
Ella quiere reinar en su hogar, ser soberana en la
ca a, en el lecho, en la n1e a, en u pequeño tTlUndo:
"he aguí lo que agrada a la mujer e ~ ," dice
la antigua Persia i repite tan1bien ' ' oJtai1e en sus
novelas. ~
Esto es cierto, pero su razon de ser e tá en un
sentirniento n1as íntirno al cual pueden r e fe rirse
]o tre artículos prP.ced<:-»ntes. El punto ecreto,
e'"'encial, capital i fundatnental, es que tod ~a 1nujer
se siente corr1o un c e ntro poderoso de a1nor, de
atrae e ion á e i a e 1 e ü al t o d o debe g t' a vi t a r. Ella
quiere Clue el hornbre la circunde con un de eo
in ariable, con una eterna curio idad; porque
ti en ) e 1 sen t im ien to confu o del infinito de tnisterios
qué ~ncierra i abriga la vaga conYiccion de
que hai en eJ la con qué .. ati.sfacer el amor perseverante
que tratara de descubrir e~ os rnisterios, i
con que L orpr cndPrlo sin cesar por 1nil a pectos
inesperado._ de gracia i de pasion.
Esa obstinacion de nrnor, ese e .. fuerzo ardiente,
curioso que b ... ca el descuhrirnicnto del intJnito
en un solo sér, implica un hogar purí in1o, esclusivo
i monogárnico. Nada hai masfrioque un serrallo
: el amor que hai allí es semejante al de la
oruga que vuela de flor en flor ajando el limbo de
los pétalos sin llegar jamas al cáljz.
•
1
En todas estas reYelacioues antiguas del cora- - '- zon de la tBUJer, d e scuella una cosa: es que el
atn o r i no el pensatniento jenerador apn rece si nlpre
corno su aspiracion e ~ cJu. iva. E que en efecto
la tnujer en el amor vé única1nente el arnor,
su a m a n te, -.; u n 1 a r id o ; n1 i é n t r a que el l1 o t n b re
lo que ve ~s la perpetuidad de la raza.
Una señora muí austera ( Ia<.lama de Gasparin
) no ha ten1ido tocar e .. e punto delicado i revelar
e ·t_-) -.;ecreto de. la n1uj r. ''El fin del?nal'ri'
Tnonio, dice, es el1natri1nouio, el hijo e co. a ecunuaria.
El atnor cony·ugal irnpone n1as virtudes
i s a e r i fi e i os q u e el a mor p ate r n o ; p o r que a 1 en b o,
el hijo es un pedazo de la tnadre o tnas bien la
n1ad re tni m a."
Para d .'cir e to, senci11a i ,·alerosamente, ella
no pidió un Yelo como l, n1atrona de rPPr .. ia, cubierta
con1o e taba por el velo de la virtud, por
esa nob1e virjinidad que la lnujer guarda i que no
pierde nunca. Fra e purísirna, que el niño nli n10
diria i l1ablase ántes de nacer; porr._ue lo que
é l debe de ear e Ja un ion de aque)Jos que le han
de dar el ser. Si ellos están en perfecta un ion de
corazon, el niño puede Yenir; el hogar está listo,
el dulce nido que debe recibirlo está preparado ;
si al contrario, al nacer encontrase el divorcio en
la ca ... a, él r,creceria n1oral i acaso tatn bien físicatnente.
Jnfiérese pues de aquí que toda cuestion
de educacion, de familia, &. a está subordinada a
> una curstion anterior, la de amor, o de identifi-
•
Digitalizado por la Biblioteca Luis Ángel Arango del Banco de la República, Colombia.
(
BIBI.JIOT ECA DE SE.r ORIT • 161
cn.cion tnútua de dos eres que aman i que poco de esa mujer at·robadora; i hoi •••. ~y·a no e ~iste!
a poco no van haciendo 1nas que uno solo. Ah ! devuélvernela: no 1ne obligues a a1nar tanto
-- la vari uacl. "
He aquí ]a aspiracion de la rnujcr, e .. · hibida sin 1 adorno es un gran sí1nbolo. La novedau es
l1}pocresí~, en toda su anta grav tlad, i en oposi- necesaria, p ro no Ja nov )dad bru ca, corn pleta
c1on a la 1 lea de le edad . rneclia, que daba por que Jesoriente el atnor : los accesorios variados
entatlo que el1natritnonio tiene por objeto esclu- con gracia bastan para catnbiarlo todo'. Una flor
sivo el niño, olvidando a í que ánte s eJe ser ma- de 1nas o de ménos, una cinta, un encaje, poco o
dr la rnujer es la espo a i la cotnpañera del nada bastan n1uchas veces para encantarnos, i el
l1otnbre. conjunto es transfig urado. Este catnbio sin cam-
Profunda ignorancia ! La n1ujer, aun la que no bio, va derecho al corazon i dice sin hablar:
e~ rnadre, es fecunda de cien tnaueras. Lo e, para "sietnpre diferen te i sie rnpre fiel. "
su n1arido, objeto de sus pensan1ientos, de sus
en tin1ientos, de sus acciones. ] atigado a cada Las Jocnras, las e pid em ias pasaj e ras de lu jo i
paso el botnbre disp r a, pierJe su electricidad de n1oda no alteran en 1nanera alguna lo que funtnoral
i n e cesita recobrarla en la mujer, en su dados en la universalidad de los tie1npo s i de
dulce sociedad, en su casto eno. Ella e ~ la hija los Jugares, hemos establecido corno siendo la lei
en quien vuelve a hallar juventud ¡ fre ·c ura, ]a esencia l del corazon de la znujer i el fondo de su
hern1ana que lo acotnpaiia en los 1nas peligrosos naturaleza. Lo que ella quiere no es e l amo r socanli
nos i que lo so'"'tiene cuando flaquea, la tna- lamente, sino la fijeza, la p e rseverancia apasionad
re que lo arrulla i lo con uela. En los mon1en- da, indefinidamente áv ida i curiosa, el amor eterto
... de turbaci on i de duda, en que, estraviado, no no, en fin.
divisa n el cielo una estrella que pueda guiarlo l eso que ella. desea t.ie_ne derecho a. obterlo;
en su ca m in o, el hombre vue) ve la , rista a su m u- porque a esa ardiente so!Jcltucl, ella podr1a corresje
r i halla en sus ojos esa estrella atniga. < ponder sien1pre por una improvisacion eterna,
~ inagotable de dichas inesperadas.
r o hai que totnar por el fundo de las cosas el
estado de las costun1bres a e tuales, el vértigo de-enfrenado,
el torbeUino ciego que presenciamos,
ni fijarse en tales o cuales mujeres, en tales clases
o tiernpos, sino con iderar la mujer eterna. Ella
ha sido siempre en la l1istoria la condiciou i el
elemento de fijeza, no solatnente porque es lamadre,
el hogar i la casa, ino porque ponP en la asociacion
una parte desproporcionada, enorme, comparada
con la del hotnbre. La rr1énos intelijente
de las mujeres comprende perfectarnente que todo
cambio la pe1judica i la rebaja.
Ah ! cuando se truecan los papeles, cuando la
1nujer se vuelve móvil i reclama el cambio, su
degradacion i su ruina son entónces un caso de
enajenacion, un signo espantoso de desventura i
de desesperacion. E ta perversion de la naturaleza
en la rnujer, la acusa a ella ménos que a
aquel que ocasiona su desgracia; porque es el
crítnen del hotnbre.
En el espectáculo sorprendente de inquietud,
de ajitacion, de rabia, por el lujo que nos dan hoi
las mujeres, hai ménos inconstancia real que
concurrencia i vanidad, i aun mas inquietud, cuando
la juventud i la belleza se les escapan i hacen
esfuerzos para atraparlas. Estas variaciones sorprendentes
en los adornos, ·son con frecuencia caprichos
de un corazon- adolorido, inhábil, que
quiere retenet el amor. Hai mujeres mui fieles que,
temerosas de perder a su amante, trabajan sin cesar
en disfrazarse i cambiarse, i que harian esto
tambien en medio de Ja soledad, en el desierto,
en una cabaña de los Alpes en donde viviesen
con él. ~
1 con esto consiguen su objeto ? Y o no lo creo,
porque las irnpresiones del corazon son mas perturbadas
que fijadas con este ~ continuo cambio ; i
• • • • • en se1neJantes ctrcunstanctas estar1a., uno cas1 ten-tado
a decir : '' Querida 1nia, no varies tan pronto
: ¿ por qué quieres obligar mi fiel corazon a
una permanente infidelidad? Ayer estabas tan
linda i babia empezado yo a enamorarme tanto
Cierta respuesta, al parecer lijera, de una comedia,
me parece digna de atcncion :
La da1na. ¿ Será cierto que tu amo m e quiere
de veras? .
El criado. Ah! señora, ha jurado que en tanto
que renoveis vuestros atractivos 'él renovará su
arnor.
La dama podia haber replicado : 1 por que no?
Si él es fiel, no con esa constancia monótona de
los necios, sino con un amor inventivo, insaciablemente
ávido de comprender a la n1ujer
atnada, ésta, rica corno el mar, pródiga de chispas
como la máquina eléctrica, puede ir 1nas allá
de sus deseos. Ella encierra el íris ardiente de
las gracias apasionadas, de los deseos que embellecen
o de las repulsas que atraen. Su poder no
tiene otros límites que los de ~ naturaleza, porque
ella es la,naturaleza misma.
(Traducido para la Biblioteca de Señoritas, )
'
Ojo % Ojo I Ojo 1
Fantasía sobre algunos rnodisrnos de la lengua castellana.
Dichosos los ojos que Jo ven a usted> señor lector.
Si uno no va a su casa espresamente para que
usted se tome la molestia de Jeerlo, seguro está
que usted no venga a buscarlo.
Las cosas entran por los ojos, ha dicho el sabio
Proudhon, descubridor de tantas verdades nuevas.
Ya Eujenio Sue había dicho, que hai ojos
que dan en ojos,i que hai ojos que cong 'racean, i eso
que este señor ni ha venido a la N u e va Granada,
ni ha oído nuestras alegres cántigas nacionales
con acompañamiento de tiple o bandola.
Pero voi a mi cuento. Figúrese usted que vivo
en una de tantas caJles como hai en los arrabales
de esta ciudad, i en que quisiera poner mas bien ·
}os ojos que los piés, segun son de malos los empedrados.
Qué empedrados, señor! Con razon mi
mujer se queja, no a las piedras, que ellas uingun
remedio pueden poner, sino al Gobernador i al
alcalde i al cabildo i al mono de la pila, que segu-
•
,
Digitalizado por la Biblioteca Luis Ángel Arango del Banco de la República, Colombia.
'
•
162 BIBLIOTECA DE SEÑORITAS.
ramente no tienen ojos para ver el estado de las
calles. ¿ I no se ha de quejar si tiene por pronta
maniobra seis callos en cada dedo de los piés, i
entre ellos (entre los dedos ) cuatro de esos que
llaman de ojo de pollo ?
Yo estoi persuadido de que en esta cuestion,
como en otras varias, mi mujer tiene razon, i las
que ella da saltan a los ojos del mas palurdo; porque
dice: si el ojo del amo engorda el caballo,
¿por qué el señor alcalde no toma un caballo cas.
taño i, haciendo una visita diaria a sus dominios,
dispone que a lo ménos se llenen las sepulturas,
se tapen las zanjas, se allanen las eminencias
( verbigracia las de la calle de San Bartolomé i
la Carrera) i que se cieguen los ojos de agua que
saltan por todas partes? Porque, al fin, cuatro ojos
ven mas que dos, i Jo que no viera él podrá verlo
su caballo.
Ella (mi mujer) dice que pudiera, así, a ojo
de buen cubero, contar hasta cincuenta calles
intransitables de todo punto, i en que le pro\'OCa
decirle al señor alcalde-punto i coma !
¡ I cuando llueve! Es de oírse a la susodicha
mi mujer cómo reniega de los estanques, lagos i
lagunas· en que se baña los piés.
-Pero, mujer ! i los zapatones! le digo.
-Pero, hombre ! aunque llevara zuecos antio-queños,
i aun zancos, estoi segura de que embarraría
el ruedo de la saya i las medias, i el dobladillo
de ojito, i hasta la crinolina, esponientlo a
los ojos de los curiosos lo que no debia es poner.
No es que haya cojido entre ojos al cabildo ni
al alcalde; pero mi dichosa mujer fija la cuestion
con un talento digno de figurar en las mismas
Cámaras lejislativas. Dios da la llaga i da la medicina,
dice; pero los cabildos i alcaldes no dan
mas que la llaga, sin dar la medicina: es a saber,
que en los paises civilizados, aunque pasan por
las calles carros i carretas, i omnibus i coches, i
las destruyen a ojos vistas, el mismo día que las
destruyen se refaccionan, porque la vijilante policía
da una vista de ojos, i como dispone de rentas
cuantiosas, hace en el acto Jos reparos necesarios
; pero si nuestras rentas alcanzan a cero, i
si nuestra policía está a diez grados debajo de
cero, cómo se quiere tener el elemento destructor
sin tener el elemento reparador? Si en menos
que me limpio un ojo destruye un carro cliez calles,
i no hai con qué reparar el daño, ¿ por qué se
permite el carro ?
Por eso dice que prefiere muchas veces no salir
de casa para no ver lástimas, porque ojo que
no ve, corazon que no siente.
Pero creo que todas las lamentaciones de mi
conjunta no harán abrir los ojos a Jos cabildos i
alca~des, pues no hai peor ciego que el que no
quiere ver, ni pobre mas miserable que el que no
tiene nada. Quizá nos convendrá no ser ricos por
aquella amenaza del evanjelio que dice, que es
mas fácil que un camello entre por el ojo de una
aguja que un rico en el reino de los Cielos! Lástima
seria que el cabildo se fuera a los infiernos !
Este era el tema frecuente de las conversaciones
de un mi vecino, llamado don Luis, alias el
pati-abierto, el hombre mas chinchoso del mundo,
si los hai, escaso de pelo, ojos de espulgo, como
los del licenciado Calábres de que habla el poeta
Quevedo ; ( i digo el poeta para no confundirlo
con el músico ) ; i, en fin, tan charlatan que en
un abrir i cerrar de ojos, ensartaba seis historias i
otros tantos cuentos, con pretensiones de g-racioso.
El tal mi vecino vivia frente por frente de dos
niñas, cuyas ventanas estaban a tiro de bodoquera
de la suya. :Ambas eran bellas i agraciadas ;
pero aunque, harina del mismo costal, sus fisonomías
diferían mucho : Crispina tenia ojos azules,
lánguidos i cabello rubio, i Crispiniana ojos negros,
vivos i ardientes i cabello oscuro. Ambas
le gustaban a mi vecino, i no sabia por cuál decidirse:
unos dias se moría por la zarca, i otros
deliraba por la morena. Así era que a una i otra
les hacia ojitos i visajes désde su ventana, i algunas
veces desde el porton, cuando entraba o salia;
i a sus padres se les quería meter por el ojo
de una aguja. Solía decir que los ojos negros de
esta eran dos puñales que le atravesaban el corazon,
miéntras que la otra lo mataba poco a poco,
con sus miradas tiernas i apacibles; i que si él
creyera en el mal de ojo, diri'a que ámbas lo habían
ojeado. Tanto me las ponderaba que yo llegué a
dudar si seria por estas niñas de sus ojos que
Breton de los Herreros había escrito aquellos lindos
versos sobre la competencia entre los ojos ne
·gros i los ojos azules.
A propósito de versos, i sabiendo que yo soi
algnn tanto aficionado a hacerlos, me vino un dia
con la antífona de que deseaba que le hir-iera
unos en que pintara sus ansias. Aquel dia no estaba
yo de humor, ni tenia tiempo para ello; i
corno él era un poco amarillado, es decir, que no
conocía los libros españoles, ni babia leido mas
que un capítulo del Quijote, se me antojó meterle
gato por liebre, i agarrando las poesías de Ereton
copié los susodichos versos i se los dí sin decirle
quién los babia compuesto, de manera que
me vinieron como pedrada en ojo de boticario.
El pobre los tragó, i aunque no le parecieron tan
sentimentales como él hubiera deseado, no pudo
ménQs de admirar mi injenio.
Viendo que se babia quedado con los ojos claros
i sin vista, como los santos de Francia, le dí
al dia siguiente aquellos o.tros que dicen:
Ojos claros, serenos,
Que de dulce mirar sois celebrados,
Por qué si me mirais, mirais airados'!
Quedó encantado con la facilidad de mi vena,
i acto continuo, copiándolos de su letra, trató de
hacerlos llegar a manos, o mas bien, a ojos de sus
• • • • vecmas, 1 se preparó con OJO av1zor para ver qué
efecto producían en ellas. Y a se ve que este
era un mero. coqueteo, i no dicen la~ crónicas si
alguna de ellas, o entrámbas llegaron a correspon!.
der al afecto del don Luis, ni se sabe si lo miraban
con buenos ojos.
Pero lo mas triste de esta verídica historia es
el desenlace de ella. Volvía una noche, segun
me contó despues con lágrimas de sus ojos, de
visitar una señora cuyo marido acababa de cerrar
el ojo, i que le babia dejado una considerable
fortuna para que se le aliviase algo el dolor.
-l\Iui bien pensado! dije yo, porque, al fin,
los duelos con pan son buenos.
-Sí, señor, i con plata deben ser mejores, añadió.
1 la prueba es que dice el refran (no sé dón~
de ni cuándo lo diría, pues no conozco sus obras)
• •
•
Digitalizado por la Biblioteca Luis Ángel Arango del Banco de la República, Colombia.
•
•
•
BIBLIOTEC1\. DE SE[rORIT AS. 163
q~e la viuda rica por un ojo llora i por otro replca.
. Para que vea u ted que sí se puede repicar
1 andar n la proc sion. 1 ella lo habrá sentido
efecti\ atnente mucho.
-Es de suponerse. _ lo n1énos ~ro noté que
tenia lo ojo 1nui colorados. Despues supe que
era una inflatnacion u obaldía que hacia ]arcro
tien1po la tnolestaba. 1:""" o la aconsejé que no~ ,
refrega e, recordándole aquel aforis1no de Hipócrita
- 'los ojos con los codos."
-l\iejor fuera que usted le hubiera aplicado el
noli 1ne tangere, que ese sí es de I-IipócratPs, aunque
se refiere a los cancros i no a los ojos.
-l ... o sabia yo que el nolí era bueno para eso;
i Yea usted qué remedio tan antiguo, i tan simple!
El pobt~ de tni vecino, de 'ruelta para u casa,
estando la noche o~cura cotno boca de lobo, i habiendo
dado un rodeo inusitado, vino a caer de
cabeza en una zanja abjerta en mitad de la calle
para con1poner una cai1ería. Lastimase con la
caida una pierna con su respectivo cuadril, i se
dislocó un brazo. Allí permaneció largo rato hasta
que, a las Yaces que daba, vinieron al o-unas jentes
i lo condujeron a su ca a, i allí tu\"o que guardar
cama durante dos 1ne ""'es ]a;·gos de talle. o
era nada lo del ojo i lo llevaba en la mano. Quiso
su tnala suerte qu e en este inter1nedio, la fa1nilia
de sus vecinitas, que babia resuelto dejar la casa
hútneda i no nada barata que habitaba, se trasladase
al barrio de San Victorino, i una bella mañana,
que por ciel'to. llovía mucho, alzaron los
corotos,los pusieron en un carro, i ojos que te vieron
ir !
Cuando el baluado pudo asomarse por primera
vez a la Yentana, se volvia todo ojos tnirando ácia
las de sus vecinas, pero en vano: nada \reía, sino
los bastidore!) i puertas tenazmente cerradas.
Confieso que me dió pena verlo tan aflijido cuando
]e referí cón1o se habian marcl1ado sin despedirse.
-I no sabe usted cuál seria el motivo de ese
viaje repentino ? me dijo, creyendo que se habian
1narchado de Bogotá.
-r ... o ! cierta1nente !. .•.••.. Tal vez el padre
llegaria a sospechar que usted le echaba e] ojo a
una de sus hijas. Los padres tienen ojo de águila!
Quizá diría para su capote: no! ojo al cristo que
es de plata.
-Pero, hombre! eRas pobres muchachas ••••
-Ya! pero, figúrese usted, él, como buen
cristiano, sabría aquello que dice el evanjelio: si
tu ojo te escandaliza, échalo fuera ; si tu mano te
escandaliza, córtala. Estas dos niñas son su ojo
derecho, i seria capaz de sacrificar a las chicas,
si no le convenia_la vecindad i las pretensiones de
usted.
-Ah! dijo dando un tierno resoplido: si al
ménos hubiera tenido yo noticia de esta resolucion
repentina, habria tenido el consuelo de enviarles
siquiera un queso de ojos i unos bocadillos de
guayaba para el camino. Así se habrían acordado
de tnl por fuerza. ¿ 1 no sabe usted adónde emigrarian
?
-En esta cuestion estoi con los ojos. cerrados :
todo lo que s~ es que se marcharon.
-Diera un ojo de la cara por saberlo •••• Pero,
aguarde usted, añadió, abriendo tanto ojo : la
•
mujer de la tienda vecina podrá darnos razon ; i
asotnándose a la ventana, ñuá Estefana ! dijo en
voz.., alta dos veces, venga acá p0r vida suyita.
Estaba esta asomada a la puerta de Ja tienda,
con sus enaguas de frisa, su camisa de boo-otana
con tira bordada, i su delantal de caiiama~, enderezando
]a hoja de tallo, alegórico anuncio de
los bollos, que, marchita ya i cansada de estar en
vergüenza pública, abatia la frente i se descoJo-aba
del agujero donde ]a habian fijado. A las vo~es
de mi v ecino, dejó Ja ocupacion i atrav esó con
pausa la calle.
-Con qué se fueron los vecinos! dijo don Luis.
-Pasque se jueron, hace días. Luego busté no
lo sabia?
-r:r o le quede a usted duda, añadí yo, haciendo
del ojo a ñuá Estefana, que se han ido i no
volverún en mucho tiernpo.
-1 no sabe usted adónde se han ido ?
' ' olví a hacer del ojo a ñu á Estefana, i esta
dijo:
-No, señor, yo, como estoi aquí metida en mi
tienda. Ellos anochecieron i no amanecieron; i
cuando yo percaté, ya habian agarrado i se habian
ido. La niña Tránsito sí le había oido decir a la
criada, cuando ~venia po1~ las empanadas, quesque
pensabanjrse.
N a da .mas pudo sacarse ¡ cosa estraña ! de esta
tan poco curiosa vecina.
Despues de esta escena grotesca no volví a ver
a don Luis en muchos dias, pues ya éi no necesitaba
mucho de mis visitas i buenos oficios; le habian
sobado el brazo i la pi e rna atándoselos con
bejucos de tabaco, i estaba ya bueno.
Pero ;·o tambien estaba de 1nalas como él: me
habían robado en las fiestas del tigre una cartera
que contenia, entre otros papeles, dos órdenes de .
pago que babia comprado al cincuenta por ciento
por hac~r favor i buena obra a un pobre ahorcado
que me las habia metido por los ojos; pero no pude
dar con ellas, no obstante repetidos avisos públicos
i privados, que clecian en letras grandes: OJO
oJo oJo! Cotnunique]o a mi vecino, haciéndole
el encargo de los papeles, i él tomó en efecto
grande interesen servirme. Haría de esto como
tres setn~nas, cuando una noche estando ya acostado,
con una fuerte jaqueca, que no me habia
dejado cerrar los ojos, oigo llamar apresurada- -
mente a mi puerta ; me levanto sorprendido, me
acerco a la ventana i pregunto quién llama.
-Soi yo ! me dice en tono alegre el importuno,
en cuya voz reconozco a mi vecino. Soi
yo, que 'rengo a avisarle que ya las encontré.
-Sea usted bien venido, le dije, pues se m e
alegró el ojo con la noticia ; entre usted,-e inmediatamente
mandé abrir.
-Con que parecieron, eh?
-Sí, señor, parecieron al fin, i donde ménos
se pensaba.
-I parecieron ámbas?
-Ambas, si señor !
-Cómo así ! dónde ! -
-Dónde ? •••• en Bogotá por el lado de Santa
Bárbara : las pillé en una ventana. Vea usted, i
~ ' yo que cre1a .••.•
Vamos! cómo se engaña uno! Yo que estaba
en la persuacion de que el padre me miraba de
. ' reOJO .••••
•
Digitalizado por la Biblioteca Luis Ángel Arango del Banco de la República, Colombia.
•
•
•
t
164 BIBLIOTECA DE SEr ORIT AS.
-Acabáramos, esclamé, abotonándome la bata; Había en cierta ciudad una dilatada familia en
co n que no son las órdenes de pago ! o o o o una casa de grandes negocios, i una de las seño-
-Qué órdenes, ni que calabazas ! Hablo de ritas, con cualquier pretesto, se iba a casa la amilas
ve c inas perdidas, que tanto me llenaban el ojo, ga, la prima, o la modista, es decir, se babia eni
tras de las cuales se nos iban los ojos a ust ed i viciado a salir sola a la calle, cosa que solo a las
a mí. viejas i a las feas les es permititlo.
En medio de la cólera que tenia no pude mé- Las criadas de las casas grandes tambien tienen
nos de reírme de la simpleza de mi amigo i de sus motivos para suspirar por la calle. Habiáse
mi propio chasco, conociendo que el cielo me salido a escondidas una de esta profesion, de la
castigaba por haberme burlado de él. misma casa de que hablamos, i encontrándose
Sinembargo, en los ojos que le eché debió de ) de manos a boca con su señorita, aquella le preconocer
mi vecino lo mal que yo babia recibido guntó:
el quid p1·oquo causado por lo estemporáneo de su I tú qué haces por aquí ?
noticia, i se despidió prontamente, pfreciéndome I sumercé ? o- o o
que otro dia me referiría la historia de aquel en-cu~
ntro, i diciéndome con tono de sa~isf~ccion: > Estaba una columna del ejército. del gobi:_¡··
para que vea usted que tengo buena nanz, I sobre- ~ no en una correría en la revolucwn del ano
d b . ' ' to o, uen OJO· ; de 40, acampada en un puesto limpio, pero ro-deado
de maleza i verdes pastalE's. Un jeneral,
Anécdotas. ~ que se hallaba a la cabeza,estaba recostado en un
Se le babia perdido a cierto trapichero su m u la árbol de flores blancas (dicen que era azucen o)
de andar, i despues de buscarla sus peones por babia tomado en los dedos un polvo de su caja,
ocho dias seguidos por todos los rastrojos i chiri- cuando sonó un balazo en el palo, mui cerca de
vitales, él mismo se puso en obra con un mucha- su cachucha: sorbió el polvo que tenia prepara-cho,
el caporal i el mulero. do, i dijo : ¡ Qué buena puntería tiene ese indio !
Eran las dos: el sol i el hambre ganaban te- Por las flores que cayeron i por el golpe habían
neno; las sendas i los matorrales no mostraban ) advertido los soldados que tenían mui cerca alseña
ninguna; pero tampoco ha bia gallinazos ni guna guerrilla, i se pusieron a pers eg uirla;.
g ualas: el desconsuelo del patron era h0rroroso, (Refenda por el mayor Posadas).
cuando de léjos columbró al muchacho que re-gresaba
por una senda l!ebozando de alegría. Había en la otra patria un cura en Engativá
-Encontraste la mula? le gritó lleno de es pe- que repetía con profusion todas sus palabras, tant~ '
ranzas. que tJara saludar decia: adios seño1· señor!
-N o, señor, pero me topé otra cosita mejor. ~ Supo que sus vecinos deci~n que 'el señor cura
-Alguna_ botiJa d~ plata? . repetía mucho cuando estaba predicando, i se
-No, senor, un mdo de perd1ces. molestó en estremo. Les echó sus indirectas a
Figúrese la lectora cómo se quedaría ese pobre al
Citación recomendada (normas APA)
"Biblioteca de Señoritas - Año II N. 57", -:-, 1859. Consultado en línea en la Biblioteca Digital de Bogotá (https://www.bibliotecadigitaldebogota.gov.co/resources/2094908/), el día 2026-04-02.
¡Disfruta más de la BDB!
Explora contenidos digitales de forma gratuita, crea tus propias colecciones, colabora y comparte con otros.